[PT] Antevisão da nova temporada da NHL: Divisão Central

A Divisão Central da NHL é composta por uma formação sem rumo aparente, uma equipa que recentemente mudou a filosofia de sempre, dois conjuntos em subida clara no panorama geral da Liga, uma jovem equipa que desafiou as probabilidades na temporada passada e duas potências assumidamente candidatas ao título.

Faça a ligação entre estas descrições e as equipas da NHL a que correspondem enquanto lê este artigo, e permita-se conhecer o que se passou na temporada passada, quais as principais diferenças que o mercado de Verão proporcionou, que jogadores deve manter debaixo de olho, e como esperamos que as equipas se safem durante a nova época.

Winnipeg Jets (WIN)

Classificação em 2013-2014: 37-35-10, 84 pontos, fora dos playoffs

Terceiro ano em Winnipeg, terceiro ano fora dos playoffs. Já se sabia que com mudança para o Oeste, a tarefa dos Jets seria ainda mais complicado e, para impedir novo falhanço, os responsáveis resolveram fazer…zero. Assim, sem surpresa, a meio do ano, o treinador Claude Noel foi despedido e substituído pelo experimentado Paul Maurice, que começou com oito vitórias em 10 jogos. Mas já era demasiado tarde, e com múltiplos embates contra os fortíssimos adversários de divisão, o último lugar tornou-se uma inevitabilidade.

Movimentações no defeso

Principais Entradas: Mathieu Perreault (ANA), TJ Gagliardi (CGY), Peter Budaj (MTL)

Principais Saídas: Olli Jokinen (NAS), Devin Setoguchi (CGY), Al Montoya (FLA), Eric Tangradi (MTL)

Mathieu Perreault era um jogador complementar em Anaheim e a sua partida esteve longe de preocupar os responsáveis dos Ducks. De alguma forma, é também a principal aquisição de uma equipa que falhou claramente os playoffs. Kevin Cheveldayoff, GM dos Jets, continua a mostrar pouca capacidade para mudar o estado do seu plantel e à espera, ano após ano, que um núcleo duro de jogadores vindos de Atlanta consiga dar o passo em frente. Nem a muito especulada troca do talentoso e problemático Evander Kane foi concretizada para demonstrar algum inconformismo com a situação. E Ondrej Pavelec, o pior guarda-redes titular da NHL, continua dono e senhor da baliza, com as alternativas a serem praticamente inexistentes. Em resumo, mais um defeso desesperante para os mais ruidosos adeptos da NHL, e nova época medíocre a caminho.

Principais Jogadores: Andrew Ladd (Capitão), Evander Kane, Bryan Little, Blake Wheeler, Dustin Byfuglien, Tobias Ernstrom e…Ondrej Pavelec

Evander Kane continua a ser um Winnipeg Jet (Bruce Fedyck-USA TODAY Sports)

Jogador a seguir: Evander Kane. A 4ª escolha do draft de 2009 soma presenças nos títulos dos jornais devido a uma série de declarações e ações ambíguas relativamente ao seu interesse em continuar ao serviço dos Jets. No gelo, a sua quinta temporada na NHL foi dececionante, com lesões e problemas com o treinador a fazerem-no perder quase duas dezenas de partidas e somar apenas 19 golos e 41 pontos. Com todas as condições físicas e técnicas para se tornar um dos mais interessantes jogadores da NHL, o escrutínio relativamente ao seu futuro e desempenho continuará a ser intenso, com o regresso ao patamar dos 30 golos a ser necessário para acalmar os críticos.

Previsão: Bem fora dos playoffs, novamente. Mesmo que Pavelec se torne, quase por milagre, um guardião titular de nível médio na NHL, os Jets não devem sequer aproximar os playoffs numa divisão tão disputada. Resta ansiar pelo crescimento das potencias estrelas Jacob Trouba e Mark Scheifele e/ou por uma época suficientemente má para colocar a equipa na disputa pela obtenção da desejada primeira escolha no draft de 2015.

Nashville Predators (NAS)

Classificação em 2013-2014: 38-32-12, 88 pontos, fora dos playoffs

Os Predators falharam os playoffs pelo segundo ano consecutivo e a maior razão de todas terá sido a lesão prolongada de um dos seus pilares, o guardião Pekka Rinne. Numa equipa sem grandes argumentos ofensivos, o finlandês era essencial, e sem alternativas à altura, os Predators não tiveram hipóteses de competir numa divisão tão forte, colecionando golos sofridos. No final da temporada, pela primeira vez na sua história de 15 anos, o treinador foi despedido, com Peter Laviolette a tomar o lugar de Barry Trotz.

Movimentações no defeso

Principais Entradas: James Neal (PIT), Mike Ribeiro (ARI), Derek Roy (STL), Olli Jokinen (WIN), Anton Volchekov (NJD)

Principais Saídas: Patric Hornqvist (PIT), Nick Spaling (PIT), Michael Del Zotto (PHI)

A chegada de Laviolette sinaliza uma mudança de paradigma na franchise, e isso ficou evidente no dia do draft, quando o GM David Poile adquiriu James Neal, uma arma atacante de calibre pouco visto em Nashville. Contudo, o ala não terá agora Evgeni Malkin para lhe fornecer o disco, e o seu sucesso com o novo distribuidor, previsivelmente Ribeiro, antigo companheiro em Dallas, será essencial. A nova filosofia atacante promete mais golos em Nashville e, para isso, Poile adicionou ainda os baratos e desgastados Roy e Jokinen, elevando para quase uma dezena o número de jogadores da equipa que podem jogar no centro das linhas atacantes. Com tantas opções, será interessante perceber como se constituirá o ataque, já que a defesa se mantem quase inalterada.

James Neal já vestido “à Predators” (Christopher Hanewinckel-USA TODAY Sports)

Principais Jogadores: James Neal, Mike Fisher, Shea Weber (Capitão), Roman Josi, Seth Jones, Pekka Rinne

Jogador a seguir: Filip Forsberg. O jovem sueco carrega o fardo de um apelido famoso. Peter Forsberg (sem relação) foi um dos melhores centrais da NHL nos últimos 20 anos e a comparações acabam por ser inevitáveis. Contudo, apesar de Filip não ter o mesmo potencial, a sua capacidade para perceber o jogo e habilidade com o disco podem torná-lo um jogador essencial para o futuro dos Predators. Começando na primeira linha de ataque, ao lado de Neal e Ribeiro, a pressão é grande mas se tudo correr bem até podemos estar na presença de um dos nomeados para rookie da temporada.

Previsão: Ver os jogos dos Predators na nova temporada promete ser uma experiência mais agradável que o habitual, mas a equipa continua com falta de poder de fogo na frente para poder superar os restantes adversários de divisão. Assim, a classificação final não deverá variar sobremaneira e os playoffs andarão novamente por outras paragens.

Dallas Stars (DAL)

Classificação em 2013-2014: 40-31-11, 91 pontos, eliminados na primeira ronda dos playoffs.

Após um Verão de mudanças profundas na organização, a época revelou-se muitíssimo bem-sucedida para os Stars, com a formação de Dallas a terminar uma série de cinco anos sem presenças nos playoffs. Liderados pelo formidável duo Jamie Benn-Tyler Seguin, os Stars alcançaram o último Wild Card na Conferência Oeste, e deram muito trabalho aos Anaheim Ducks na primeira ronda, caindo depois de um desastroso final de jogo 6, mas reavivando uma base de adeptos que andava adormecida e distante.

Movimentações no defeso

Principais Entradas: Jason Spezza (OTT), Ales Hemsky (OTT), Anders Lindback (TBL), Patrick Eaves (NAS)

Principais Saídas: Alex Chiasson (OTT), Ray Whitney (UFA), Aaron Rome (UFA), Tim Thomas (UFA)

Provavelmente nenhuma equipa da NHL melhorou tanto no defeso como os Stars. Um ano depois de adquirir um jovem central de tremendo talento em Tyler Seguin, o GM Jim Nill conseguiu novo feito ao obter Jason Spezza, formando uma invejável dupla de centrais nas linhas principais. Além disto, os Stars conseguiram ainda atrair Ales Hemsky, que na breve passagem por Ottawa tinha demonstrado grande cumplicidade com Spezza, e aumenta ainda mais as opções ofensivas ao dispor do treinador Lindy Ruff. A defesa poderia ter usado um reforço imediato, tratando-se de um grupo maioritariamente jovem, mas com a emergência de Alex Goligoski e Trevor Daley como par principal de respeito, a questão pode ser reavaliada mais tarde na temporada.

Principais Jogadores: Jamie Benn (Capitão), Tyler Seguin, Valeri Nichushkin, Alex Goligoski, Trevor Daley, Kari Lehtonen

Jogador a seguir: Kari Lehtonen. O possante guardião finlandês está longe de ser um jovem, entrando na sua 10ª temporada na NHL, mas nunca teve a oportunidade de defender por trás de uma equipa com tanto potencial. Fustigado por lesões ao longo dos anos, poucas oportunidades tem tido para fazer grandes fases regulares e brilhar nos playoffs. Com esta equipa, isso é bem possível, e se os Stars quiserem pensar em algo mais que apenas a presença na fase decisiva da época, terá que ser sob o suporte de um ano saudável do talentoso finlandês.

Previsão: Com Spezza e Hemsky a juntarem-se a Benn, Seguin e ao jovem Nichushkin, os jogos dos Stars prometem enorme espetacularidade e golos. Se conseguirem manter a estabilidade atrás, cuidado com uma equipa que pode surpreender nuns playoffs onde devem conseguir marcar presença com maior ou menor dificuldade.

Minnesota Wild (MIN)

Classificação em 2013-2014: 43-27-12, 98 pontos, eliminados na segunda ronda dos playoffs

Um ano depois de terem provado o sabor dos playoffs perante os futuros campeões, os Minnesota Wild voltaram a chegar à fase decisiva da temporada. Após ultrapassarem os favoritos Colorado Avalanche numa série equilibrada a sete jogos, seguiu-se novo embate com os Chicago Blackhawks, que precisaram de umas emotivas seis partidas para seguir em frente. De qualquer forma, os Wild estão de volta à linha da frente da NHL e as expectativas continuam a aumentar no “State of Hockey” americano.

Movimentações no defeso

Principais Entradas: Thomas Vanek (MTL), Justin Falk (NYR)

Principais Saídas: Matt Moulson (BUF), Clayton Stoner (ANA), Dany Heatley (ANA)

Para surpresa de ninguém, o austríaco Thomas Vanek escolheu voltar ao estado onde estudou, e assinou pelos Minnesota Wild, tornando-se um reforço de vulto para uma equipa a construir um ataque de imenso respeito e que não sofre com as saídas de Heatley e de Moulson, aquisição do dia limite de trocas. Na defesa também só se registou uma baixa, com Stoner a sair para os Ducks e o estreante Matt Dumba a tomar o seu lugar num grupo que tem de permitir que o treinador Mike Yeo dê mais tempo de descanso a Ryan Suter. Uma ressalva para a baliza, onde continua por resolver a questão de uma titularidade que balança entre o azarado Josh Harding, o veterano Niklas Backstrom, e o promissor Darcy Kuemper.

Principais Jogadores: Zach Parise, Mikko Koivu (capitão), Thomas Vanek, Jason Pominville, Ryan Suter

Jogador a seguir: Mikael Granlund. O central Granlund é provavelmente a maior figura da nova vaga do hóquei finlandês, e um avançado com a confiança em alta desde o excelente desempenho em Sochi. Aos 22 anos, com duas épocas de NHL na bagagem e a companhia dos experimentados Zach Parise e Jason Pominville, parece provável que os 41 pontos conseguidos na temporada passada sejam largamente ultrapassados e o jovem assuma o papel de principal central da equipa, superando, por via da sua superior visão de jogo e capacidade técnica, o compatriota e capitão Mikko Koivu.

Previsão: A mistura de jovens e veteranos do ataque forma um grupo de grande profundidade que promete dar imenso trabalho a qualquer adversário. Contudo, se o decisivo Ryan Suter continuar a ter que jogar metade do tempo de cada jogo e nenhum dos guarda-redes se assumir, as possibilidades de ultrapassar nos playoffs os poderosos Chicago Blackhawks ou St. Louis Blues não parecem famosas.

Mikael Granlund (em 1º plano) e Mikko Koivu, companheiros na selecção da Finlândia  e nos Minnesota Wild (Eric Miller / Reuters)

(Continuar a ler em http://modalidades.com.pt/noticias/c92-nhl/antevisao-da-nova-temporada-da-nhl-divisao-central)

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