[PT] Antevisão da nova temporada da NHL: Divisão do Pacífico

A Divisão do Pacífico conta com os campeões em título, dois rivais ansiosos por vingar eliminações dolorosas, três formações canadianas longe dos tempos áureos e uma equipa perdida no meio do deserto.

Conheça melhor cada uma delas e perceba porque esta é, provavelmente, a menos imprevisível divisão da atual NHL.

Edmonton Oilers (EDM)

Classificação em 2013-2014: 29-44-67, 67 pontos, fora dos playoffs

Outra temporada de desilusão em Edmonton, cidade onde a coleção de primeiras escolhas no draft tarda em recolocar a equipa na rota dos playoffs. Dallas Eakins, no primeiro ano no cargo, chocou com Nail Yakupov, protestou com a falta de compromisso defensivo dos seus jogadores e procurou acelerar o desenvolvimento das promessas, mas um começo medíocre que custou o lugar ao guardião titular (Devan Dubnyk) fez com que a equipa nem se aproximasse dos playoffs. E para aumentar a frustração dos adeptos, os Oilers voltaram a terminar no último lugar da divisão, atrás dos rivais de Alberta.

Movimentações no defeso

Principais Entradas: Nikita Nikitin (CBJ), Benoit Pouliot (NYR), Teddy Purcell (TBL), Mark Fayne (NJD)

Principais Saídas: Sam Gagner (ARI), Ryan Smith (final de carreira), Anton Belov (KHL),

A péssima classificação permitiu aos Oilers obter a terceira escolha no draft e selecionar o possante central alemão Leon Draisatl, um complemento excelente, mesmo que só a partir de 2015, para o habilidoso Ryan Nugent-Hopkins. Sam Gagner, depois de meses de rumores, foi finalmente trocado para Tampa Bay pelo ala Teddy Purcell, e acabou por assentar em Arizona, enquanto o veterano capitão Ryan Smith retirou-se. Benoit Pouliot, um pretendido agente livre, surpreendeu ao escolher Edmonton e aumenta a profundidade ofensiva de uma equipa que na defesa melhorou bastante com as aquisições de Nikitin e do discreto e eficaz Fayne. Mas nada disto importa se, entre os jovens craques, apenas Taylor Hall parece produzir à altura do seu talento.

Principais Jogadores: Taylor Hall, Ryan Nugent-Hopkins, Jordan Eberle, Nail Yakupov, Justin Schultz, Andrew Ference (Capitão)

Jogador a seguir: Nail Yakupov. A memória dos 17 golos e inúmeras jogadas eletrizantes protagonizadas na época de 2012-13, a de estreia na NHL, parece esquecida e substituída pelos constantes rumores de insatisfação, desentendimentos com o treinador, e recusa em trabalhar defensivamente. Por isso, o russo tem muito a provar no novo ano e o seu empenho em melhorar o domínio do inglês parece um bom sinal de que a atitude e produtividade no gelo mudarão para melhor. Também não é difícil fazer mais que 11 golos e 24 pontos quando se tem as qualidades que o ala, de apenas 21 anos, apresenta, desde a velocidade e explosividade até à capacidade de remate. Nada melhor que uma época com 30 golos para Yakupov afastar os rumores e reafirmar-se como um pilar do futuro dos Oilers.

Previsão: Será este o ano em que os Oilers encontram finalmente o equilíbrio? É sabido que conseguem marcar golos com os melhores, mas terão um comportamento defensivo condizente com o fim do jejum de 8 anos sem playoffs, conquistando um lugar logo atrás dos três gigantes californianos? Se a dupla Ben Scrivens/Viktor Fasth corresponder na baliza, é possível, mas os adeptos não devem contar muito com isso.

Calgary Flames (CGY)

Classificação em 2013-2014: 35-40-7, 77 pontos, fora dos playoffs

Faltava talento ao plantel dos Flames mas nunca faltou esforço. Com os adeptos a perceberem que a equipa estava a dar os primeiros passos no processo de reconstrução, os comandados de Bob Hartley lutaram bravamente noite após noite para dificultarem o trabalho dos adversários, e venceram mais jogos que o esperado, fugindo ao último lugar na divisão.

Movimentações no defeso

Principais Entradas: Jonas Hiller (ANA), Deryk Engelland (PIT), Mason Raymond (TOR), Raphael Diaz (NYR), Devin Setoguchi (WIN), Brandon Bollig (CHI)

Principais Saídas: Mike Cammalleri (NJD), TJ Gagliardi (WIN), Shane O’Brien (FLA)

Jim Treliving, novo GM da equipa, efetuou algumas aquisições astutas, desde Mason Raymond, um avançado veloz e capaz de jogar em qualquer das três linhas principais, até Setoguchi, uma promessa adiada que chega a baixo custo, e Hiller, guardião experiente que deve ser titular e fornecer estabilidade. Pela negativa, ofereceu também um contrato despropositado, tanto em valor como em termo, ao fraco defesa Deryk Engelland. Quanto a Sam Bennett, a primeira escolha da equipa no draft, deve evoluir mais um ano nas ligas juniores. Relativamente a saídas, Mike Cammalleri, melhor goleador da equipa, optou por prosseguir a carreira numa formação com hipóteses reais de chegar aos playoffs, enquanto a passagem de TJ Gagliardi pela equipa da cidade natal durou apenas uma temporada.

Principais Jogadores: Sean Monahan, Mikael Backlund, Mark Giordano, T.J Brodie

Jogador a seguir: Johnny Gaudreau. Aos 21 anos, e depois de três temporadas a estudar em Boston, a 104ª escolha do draft de 2011 tem finalmente a oportunidade de deixar a sua marca na NHL. Ala diminutivo, o que falta a Gaudreau em tamanho sobra em talento, com o americano a ser um dos mais impressionantes jogadores da história do circuito universitário, tendo somado 80 pontos em apenas 40 jogos no último ano ao serviço do Boston College, algo que lhe valeu o prémio de melhor jogador e o estabelecimento de recordes de produtividade ofensiva. Detendo uma técnica de controlo do disco quase impar, enorme habilidade e excelente velocidade e aceleração, Gaudreau precisará de tempo para se adaptar aos rigores de um calendário apertado, e a um maior nível de intensidade, mas quando o fizer promete deliciar os adeptos da modalidade.

Previsão: A época dos Flames conjugará, mais uma vez, o desenvolvimento dos jovens, a manutenção de bons hábitos de trabalho e…a obtenção de maus resultados, já que existem dois prodígios à espera de serem escolhidos em Junho de 2015 e a chegada de um deles pode acelerar grandemente o sempre desagradável processo de reconstrução.

Johnny Gaudreau (53) tenta libertar-se de um adversário (Jim Wells/Calgary Sun/QMI Agency)

Vancouver Canucks (VAN)

Classificação em 2013-2014: 36-35-11, 83 pontos, fora dos playoffs

O clássico exemplo onde a emenda é pior que o soneto. Mike Gillis levou John Tortorella para Vancouver procurando que o perfil combativo e exigente do técnico americano espicaçasse um grupo que parecia desinteressado sobre a direção do afável Alain Vigneault, mas as coisas estiveram longe de resultar. Com um plantel envelhecido e onde os principais jogadores foram sobrecarregados e mal utilizados, os Canucks falharam os playoffs pela primeira vez em 5 anos, e tanto o treinador como o homem que o foi buscar foram despedidos.

Movimentações no defeso

Principais Entradas: Ryan Miller (STL), Nick Bonino (ANA), Luca Sbisa (ANA), Radim Vrbata (ARI), Linden Vey (LAK), Derek Dorsett (NYR)

Principais Saídas: Ryan Kesler (ANA), Jason Garrison (FLA), Mike Santorelli (TOR), David Booth (TOR)

Trevor Linden, histórico capitão da franchise, foi recuperado para a presidência da equipa e rapidamente integrou Jim Benning, novo GM e Willie Desjardins, o novo treinador. Um dos primeiros atos de Benning foi resolver a situação Ryan Kesler, que solicitou uma troca a Gillis, mas só viu o seu desejo correspondido no dia do draft. Com os Ducks como único parceiro aprovado pelo central, Benning teve que concluir o negócio a partir de uma posição precária mas não se saiu mal, obtendo um substituto condigno em Nick Bonino, e um jovem defesa, Sbisa, que serve para cobrir a saída de Garrison. Chegado o primeiro dia do mercado, Benning conseguiu convencer Ryan Miller a defender a baliza da equipa, impedindo que o lugar fosse discutido pelos pouco confiáveis Jacob Markstrom e Eddie Lack. Radim Vrbata, goleador de créditos firmados, foi roubado ao um dos rivais de divisão e deve completar uma potente linha principal com os irmãos Sedin, que após uma época para esquecer apostam em regressar ao melhor nível.

Radim Vrbata já comemora ao serviço dos Vancouver Canucks (Getty Images)

Principais Jogadores: Daniel Sedin, Henrik Sedin (Capitão), Dan Hamhuis, Kevin Bieksa, Alex Edler, Ryan Miller

Jogador a seguir: Nick Bonino. Jogador de desabrochar tardio, Bonino carrega a responsabilidade de ser tanto o principal retorno como o esperado substituto do influente Kesler. Numa equipa em redefinição, o central de 26 anos terá que mostrar capacidades em ambas as extremidades do gelo e repetir os mais de 20 golos obtidos o ano passado, tarefa difícil quando não pode partilhar o powerplay com craques do nível de Ryan Getzlaf e Corey Perry.

Previsão: Fora dos playoffs. Willie Desjardins foi um dos treinadores mais cortejados durante o defeso e parece ter qualidades para ajeitar um barco que virou no ano passado. Contudo, os problemas de profundidade dos Canucks mantêm-se e a equipa não está mais perto do nível patenteado pelos mais fortes adversários na divisão. A formação canadiana vai lutar por um dos Wild Cards, mas este parece ser outro ano em que a divisão só deve enviar três equipas aos playoffs, e os Canucks não devem ser uma delas.

Arizona Coyotes (ARI)

Classificação em 2013-2014: 37-30-15, 89 pontos, fora dos playoffs

Para celebrar o término do longo período de incerteza quanto à permanência da equipa em Glendale, os Phoenix Coyotes, mesmo recebendo mais apoio das bancadas, voltaram a falhar os playoffs. No entanto, em jeito de atenuante, referir que apenas dois pontos os separaram do objetivo, com a lesão tardia do guardião Mike Smith, jogador-chave para o sistema da equipa, a poder explicar a diferença.

Movimentações no defeso

Principais Entradas: Sam Gagner (TBL), B.J. Crombeen (TBL), Devan Dubnyk (MTL), Joe Vitale (PIT)

Principais Saídas: Radim Vrbata (VAN), Mike Ribeiro (NAS), Thomas Greiss (PIT), Paul Bissonette (Free Agente)

Os Coyotes deixaram de carregar o nome de uma cidade onde nem jogam e passam a publicitar o estado do Arizona, sendo essa a principal novidade do seu defeso, mas não a única. Uma equipa com dificuldades para marcar viu sair dois dos seus melhores pontuadores, com Mike Ribeiro a ser dispensado devido a problemas disciplinares, apena um ano depois de assinar um contrato de longo termo, e Vrbata a optar por deixar novamente a única cidade da NHL onde brilhou. Sam Gagner, que viu os seus direitos pertencerem aos Tampa Bay Lightning por um par de horas, deve substituir a produção do luso-canadiano, lutando com Hanzal e Vermette pelo direito de centrar a primeira linha da equipa. Dubnyk substitui Greiss como suplente de Smith, enquanto a troca de Vitale por Bissonnette não faz qualquer diferença no quadro geral.

Principais Jogadores: Shane Doan (Capitão), Antoine Vermette, Martin Hanzal, Oliver Ekman-Larsson, Keith Yandle, Mike Smith

Jogador a seguir: Sam Gagner. Sete anos depois de ter sido escolhido pelos Oilers e visto o seu desenvolvimento apressado de forma incompreensível, Sam Gagner muda finalmente de ares. Já com 25 anos e após quase 500 jogos disputados na NHL e nenhuma temporada acima dos 20 golos ou 50 pontos, o central tem a cotação em baixo e precisa de aproveitar a oportunidade para provar o talento que se lhe reconhece. Os Coyotes não esperam o jogador que um dia conseguiu 8 pontos num jogo igualando um dos recordes de Wayne Gretzky, mas precisam de um Gagner que consiga mostrar regularmente a sua visão de jogo e criatividade, colocando-a ao serviço dos companheiros de linha.

Previsão: Fora dos playoffs. A exemplo do que se passa com Canucks e Oilers, os Coyotes vão ameaçar os Wild Cards mas não parecem capazes de superar a quinta melhor equipa da Divisão Central. Na falta de talento ofensivo de topo e praticando um hóquei pouco atrativo, seguir os Coyotes vale essencialmente pela possibilidade de observar Ekman-Larsson e Yandle, dois dos mais entusiasmantes defesas da atual NHL.

Antoine Vermette (50) e Shane Doan (19), dois dos jogadores mais importantes dos Arizona Coyotes (Christian Petersen/Getty Images)

(Continuar a ler em http://modalidades.com.pt/noticias/c92-nhl/antevisao-da-nova-temporada-da-nhl-divisao-do-pacifico)

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