[PT] Destaques do primeiro mês da fase regular da NHL

Vladimir Tarasenko (St. Louis Blues) a festejar, uma imagem recorrente neste inicio de temporada (THE CANADIAN PRESS/AP Photo/ St. Louis Post-Dispatch, Chris Lee)

Numa longa maratona de sete meses como é a fase regular da NHL, um bom começo não é determinante mas costuma fazer muita diferença. De facto, equipas que estão a mais de 4 ou 5 pontos de um lugar nos playoffs no final de Outubro raramente costumam conseguir recuperar na tabela, pelo que importa perceber quais são as tendências que se verificam após o primeiro mês de competição.

Neste artigo começamos por apontar exemplos de equipas que até agora têm surpreendido pela positiva e pela negativa, explorando algumas das principais razões, e indicamos ainda outros destaques do começo de temporada.

(+) Nashville Predators

Pekka Rinne, guardião dos Nashville Predators (Frederick Breedon/Getty Images North America)

Provavelmente a maior surpresa da NHL até agora. Numa divisão que colocou cinco equipas nos playoffs do ano passado, e que este ano parece ainda mais forte, os Predators, agora orientados por Peter Laviolette, lideram depois de 14 jogos disputados, tendo sido a última equipa da liga a sofrer uma derrota em tempo normal, a 25 de Outubro, contra os Pittsburgh Penguins. Para isso, o regresso do guardião Pekka Rinne à melhor forma, após uma época marcada por uma grave lesão, tem sido essencial, com o finlandês a somar já 9 vitórias em 12 jogos e números cintilantes (1.81 GAA, 0.935 SV%). Além da estabilidade providenciada por Rinne e por uma defesa consistente, a equipa montada pelo GM David Poile também tem beneficiado da capacidade mostrada pela sua linha principal de ataque. James Neal tem correspondido às expectativas que a sua chegada provocou, levando já 8 golos, o reabilitado Mike Ribeiro (11 pontos) tem estado à altura do estatuto de central da primeira linha, e o jovem sueco Filip Forsberg começa a mostrar todo o potencial que lhe é reconhecido, liderando todos os rookies da liga com 15 pontos (6 golos) e sendo o melhor jogador de toda a liga na estatística de +/- (calculada pela diferença entre os golos marcados e sofridos pela equipa enquanto o jogador está no gelo, em situações de igualdade ou desvantagem numérica), com um índice positivo de 15.

(-) Dallas Stars/Colorado Avalanche

Se os Predators têm surpreendido pela positiva, os Dallas Stars são, para já, a maior desilusão da temporada. A formação do Texas está em último na Divisão Central (e na Conferência Oeste), e apesar de até ter mais golos marcados que os líderes da divisão não tem conseguido manter o disco fora das suas redes, sendo a pior equipa da sua Conferência em golos sofridos por jogo (3.5 GA/GP). Kari Lehtonen, o titular da equipa, teve um começo de época insatisfatório (2.94 GAA, 0.904 SV%) e quando cedeu a baliza a Anders Lindback o desastre foi ainda maior, com o sueco da receber mais de 4 golos por jogo. No ataque, as estrelas têm correspondido, com Tyler Seguin a situar-se já bem perto do topo da tabela de pontuadores da liga (19 pontos, 10G) e a aquisição Jason Spezza a mover-se perto da marca do ponto por jogo.

Referência ainda para os Colorado Avalanche, que seguem o desastrado começo de temporada que os viu perder todos os jogos de pré-temporada. Com 13 pontos obtidos em 16 jogos (mais um ponto que os Stars, que têm menos dois jogos disputados), a formação de Denver sofreu com a ausência do seu titular Semyon Varlamov, baluarte da boa campanha do ano passado, e não tem conseguido esconder as deficiências defensivas e o desequilíbrio de qualidade no ataque, com algumas das suas estrelas ofensivas, como o melhor rookie do ano passado, Nathan MacKinnon, o capitão Gabriel Landeskog, e Ryan O’Reilly, a passarem demasiado tempo na sua zona a defender em vez de no ataque a criar perigo.

(+) Tampa Bay Lightning/Montreal Canadiens

Numa Divisão do Atlântico onde os favoritos Boston Bruins têm tido um começo algo atribulado, para o qual muito contribuiu a lesão do capitão Zdeno Chara (de fora por mais um mês), Tampa Bay Lightning e Montreal Canadiens têm aproveitado para ganhar alguma vantagem. A formação do Canadá tem recebido contribuições equilibradas do seu ataque, onde, para já, apenas Max Paccioretty e Tomas Plekanec chegam à dezena de pontos, e desempenhos regulares da sua dupla de guardiões, com Carey Price a salvar a equipa quando tem sido preciso. Mais impressionantes têm sido os Lightning, que lideram a Divisão com 23 pontos em 15 jogos, e têm o segundo melhor ataque da NHL (3.8 G/GP) mesmo sem contarem com um começo particularmente inspirado de Steven Stamkos (16 pontos em 15 jogos). Tyler Johnson, um dos melhores rookies da temporada passada, é para já o melhor pontuador da equipa, com 18 pontos, e tem formado uma linha explosiva com Ondrej Palat (10 pontos) e o russo Nikita Kucherov (13 pontos), enquanto Victor Hedman, o principal esteio defensivo da equipa, iniciou a temporada em grande, com 7 pontos em 5 jogos, antes de se lesionar com gravidade a meio de Outubro. Jonathan Drouin, o promissor estreante da equipa, leva 7 pontos em 10 jogos e já teve a oportunidade de experimentar a ligação com Stamkos, um primeiro vislumbre de uma dupla que promete fazer furor na NHL por muitas temporadas.

A linha de Nikita Kucherov (#86), Tyler Johnson (#9) e Ondrej Palat (#18) tem sido importante para os Tampa Bay Lightning (Kim Klement / USA TODAY Sports)

(-) Buffalo Sabres

Não é surpresa para ninguém a última posição na classificação da NHL que os Buffalo Sabres ocupam, nem sequer o magro total de oitos pontos obtidos em 16 jogos, contudo a futilidade da formação do norte do estado de New York merece uma referência. Apesar da aquisição de veteranos como Gorges, Moulson e Gionta que deviam ajudar ao acompanhamento dos jovens numa temporada que se antevia de muitas derrotas, os Sabres têm desiludido no gelo pela falta de qualidade demonstrada, pela incapacidade para incomodar os adversários na maioria dos jogos, e até por alguma falta de empenho que tem frustrado o treinador Ted Nolan. É certo que de entre as três vitórias alcançadas se conta um triunfo absurdo em San Jose, um dos pavilhões mais complicados da NHL, mas, no geral, a equipa marcou apenas 18 golos (1.12G/GP), sofreu 53, e já somou partidas em que apenas conseguiu uns patéticos 10 e 12 remates efetuados à baliza do adversário. Certamente que este não é o cenário ideal para o crescimento de talentos como Rasmus Ristolainen (-11), mas a prossecução do objetivo “Draft Connor McDavid” vai pelo menos bem encaminhado.

 (+) New York Islanders

Johnny Boychuk (esquerda. #55) tem sido um reforço importante para os NY Islanders de John Tavares (Brad Penner-USA TODAY Sports)

Aproveitando a irregularidade de New York Rangers e Philadelphia Flyers, a fase de adaptação dos Washington Capitals ao novo sistema de jogo, e a incapacidade dos New Jersey Devils para matar uma penalidade (65.5 PK%, 20 golos sofridos), a formação capitaneada pelo luso-canadiano John Tavares segue na segunda posição da Divisão Metropolitana, atrás dos Pittsburgh Penguins. O par de reforços da equipa para a baliza não tem estado brilhante (Jaroslav Halak, 0.905 SV%, e Chad Johnson, 0.899 SV%), mas as restantes aquisições têm correspondido, nomeadamente Johnny Boychuk (9 pontos), que por esta altura daria um jeito enorme aos Bruins. John Tavares (15 pontos) e Kyle Okposo (14) iniciaram a temporada no ponto onde tinham terminado a anterior, a produzir profusamente na linha principal, e o resto da equipa tem seguido o exemplo, com destaque para Brock Nelson, que somou metade dos seus 14 pontos nos primeiros três jogos da temporada.

(-) Columbus Blue Jackets

Depois da presença nos playoffs do ano passado, os Jackets têm tido um péssimo começo de temporada, tendo obtido apenas 9 pontos em 14 jogos, e estando no último lugar da Divisão Metropolitana, um cenário que pode ser explicado em parte por uma série incrível de lesões. O guardião Sergei Bobrovsky apenas esteve presente em oito dos 14 jogos disputados pela formação do Ohio e Curtis McElhinney não tem sido capaz de substituir o russo, como mostra a média de 3.64 golos sofridos por jogo da equipa (pior de toda a NHL), mas à sua frente também se fazem sentir as ausências, com os defesas Jack Johnson, James Wisnievski e Ryan Murray a terem que se haver com problemas físicos. No ataque o cenário não é melhor, já que Brandon Dubinsky ainda não se estreou, Nathan Horton continua de fora e tem inclusive a carreira em risco devido a uma complicada lesão nas costas, e Artem Anisimov também já falhou um par de semanas. No meio disto, Ryan Johansen, que nem fez a pré-temporada, tem-se destacado, somando já 16 pontos, sendo bem coadjuvado por Nick Foligno (15 pontos em 13 jogos) e pelo reforço Scott Hartnell (14 pontos).

Continuar a ler em http://modalidades.com.pt/noticias/c92-nhl/destaques-do-primeiro-mes-da-fase-regular-da-nhl

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