(PT) Resumo da 1ª ronda dos playoffs da NHL

A temporada mais esperada pelos adeptos da NHL está em pleno andamento e a primeira ronda, para muitos a mais interessante, está concluída.
Neste artigo vamos olhar, por ordem cronológica de conclusão, para o que de mais importante se passou nas oito séries já disputadas nesta Primavera e, posteriormente, antecipar o que podemos esperar dos embates da segunda ronda.

(P1 – 1º Classificado da Divisão do Pacífico, M- Divisão Metropolitana, A-Divisão dos Atlântico, C- Divisão Central, WC- Wild Card)

(P1) Anaheim Ducks vs (WC2) Winnipeg Jets [4-0]

A mais desequilibrada série da primeira ronda esteve muito longe de ser um passeio para os favoritos Anaheim Ducks mesmo que o resultado final deixe transparece tudo menos isso. De facto, nos primeiros três encontros da série, a formação canadiana partiu para o último período em vantagem no marcador mas nunca conseguiu selar o desfecho a seu favor. Na partida inaugural de uma série tremendamente física, os Jets venciam por 2-1 após 40 minutos mas permitiram que as principais estrelas do adversário acordassem de forma demolidora, com dois golos (e um total de 4 pontos) de Corey Perry, e um tento do capitão Ryan Getzlaf a colocarem os anfitriões na frente após um 5-2 final. A partida seguinte teve menos momentos de festejo mas não faltou drama. Após o improvável Adam Pardy ter colocado os visitantes novamente na liderança à entrada da etapa final, os Ducks empataram a dez minutos do fim e, com apenas vinte segundos a separarem as equipas do prolongamento, Jakob Silverberg bateu Ondrej Pavelec para oferecer a segunda vitória na série aos Ducks.
A equipas viajaram então para Winnipeg – no regresso dos playoffs à cidade canadiana 19 anos depois de os atuais Arizona Coyotes terem deixado a cidade – e perante uma plateia em delírio, os Jets voltaram a sair na frente, trocando golos com a formação de Anaheim até ao 4-3 que o marcador apontava com vinte minutos para jogar. Contudo, os Jets voltaram a perder a hipótese de garantir o triunfo na sequência do golo do empate apontado por Ryan Kesler, e no prolongamento os Ducks desferiram o golpe de misericórdia através de Rickard Rakell, alcançando um liderança de três jogos que parecia insuperável. Esta indicação seria confirmada no jogo 4, com os visitantes a controlarem a partida e a fecharem a série após um dominante 5-2, um resultado que coloca o historial em playoffs dos novos Winnipeg Jets (antigos Atlanta Thrashers) num total de 0 vitórias em 8 partidas disputadas.

O magnifico cenário branco criado pelos adeptos dos Winnipeg Jets não chegou para levar a equipa à vitória

Corey Perry, com 3 golos e 7 pontos, foi o melhor pontuador da série, mas na formação de Anaheim também se destacaram os contributos de Ryan Kesler (5 pontos), um verdadeiro pesadelo para os adversários ao longo da série, e do companheiro de linha Jakob Silfverberg, que somou 6 pontos. O central Bryan Little, com 2 golos e 3 pontos, foi o melhor do lado derrotado.

(M1) New York Rangers vs (WC2) Pittsburgh Penguins [4-1]

Reeditando o duelo da temporada passada, vencido pelos Rangers em 7 partidas, os rivais da Divisão Metropolitana passaram cinco longos duelos a batalhar arduamente pela posse do disco, a fechar espaços e a dar muito pouco uso à criatividade, resultando de tudo isto a mais aborrecida série da primeira fase.
No entanto foram precisos apenas 28 segundos para Derrick Brassard abrir a contagem no primeiro jogo e os Rangers dobraram a vantagem apenas uns minutos depois para tomar o controlo do encontro inaugural. Os Penguins reduziram para 2-1 no segundo período, mas isso foi tudo o que conseguiram e este resultado final haveria de se repetir ao longo da contenda. No jogo 2, a formação de NY voltou a assumir a liderança bem cedo, mas desta vez a resposta dos visitantes foi mais acutilante e, com o capitão Sidney Crosby em destaque, os Penguins saíram com uma vitória por 4-3 e a série empatada na mudança para Pittsburgh. Num pavilhão que tem sido madrasto para os campeões de 2009, os favoritos Rangers tomaram a liderança por 2-0 no jogo 3 e a pressão da equipa da casa não valeu mais que o desconto por Patric Hornqvist. O jogo 4 viu os Penguins tomarem pela primeira vez a vantagem inicial no marcador, outra vez por Hornqvist, mas Brassard haveria de empatar e no prolongamento o rookie Kevin Hayes ofereceu uma vantagem confortável de 3-1 na série ao vencedor da fase regular da NHL. De volta ao Madison Square Garden, em Manhattan, a 5ª partida teve desfecho semelhante, com Carl Hagelin a desfeitear Marc-Andre Fleury no prolongamento para garantir a 4ª vitória dos Rangers na série, todas elas por 2-1, e dar aos Penguins a sua sétima derrota consecutiva em jogos dos playoffs decididos no prolongamento.

Carl Hagelin (#62) celebra o golo que deitou os Pittsburgh Penguins por terra (AP Photo/Julie Jacobson)

Numa série onde brilharam essencialmente os guardiões Henrik Lundqvist e Marc-André Fleury, a diferença esteve, em parte, na falta de poder de fogo de uma equipa dos Penguins que não pôde contar com três dos seus quatro melhores defesas e teve a estrela Evgeni Malkin claramente limitado, saindo com 0 pontos da série. Assim, Crosby (4 pontos) e Hornqvist (2G) foram os melhores da formação de Pittsburgh, enquanto a profundidade dos Rangers fez a diferença, com sete jogadores diferentes a somarem golos na série, incluindo os três apontados por Derrick Brassard.

(C2) Nashville Predators vs (C3) Chicago Blackhawks [2-4]

A defrontar umas das formações mais bem-sucedidas da NHL nas últimas temporadas, os Nashville Predators, apoiados pelo seu público, não podiam ter desejado melhor começo para a série, marcando três golos de rajada no jogo 1 para tomar conta do jogo inaugural. Contudo, a mudança de guarda-redes nos Blackhawks, com a entrada de Scott Darling para o lugar de Corey Crawford, acalmou os visitantes e o empate foi restabelecido logo no 2º período, mantendo-se até ao prolongamento número dois onde Duncan Keith bateu Pekka Rinne e confirmou uma derrota frustrante para os Predators.

Golo de Brent Seabrook no jogo 3 catapultou os Blackhawks para a 2ª ronda. (Dennis Wierzbicki – USA TODAY Sports)

Ainda assim, os comandados de Peter Laviolette reagiram bem no jogo 2 e empataram a série a um com uma vitória por 6-2 selada com nova série de três golos, desta vez no período final. A formação de Nashville seguiu para Chicago mas não levou o capitão e pilar defensivo Shea Weber, que saiu lesionado do 2º encontro e não jogaria novamente na série, uma ausência vital para o desenrolar do embate. No jogo 3 os Hawks retomaram o controlo da série após um 4-2 e colocaram pressão num adversário que não se poderia dar ao luxo de voltar a casa com uma desvantagem de dois jogos. Um tenso 4º jogo terminou empatado a dois após 60 minutos e seriam precisos quase outros tantos para encontrar o vencedor, com outro defesa dos Hawks, desta vez Brent Seabrook, parceiro de Keith, a terminar com o encontro em pleno 3º prolongamento.
No jogo 5, com as costas encostadas à parede, os Predators fizeram o melhor encontro da série, vencendo convincentemente por 5-2, com um hat trick do jovem Filip Forsberg, que poucas horas antes tinha recebido a notícia da ausência entre os nomeados para melhor rookie da fase regular. À entrada para o jogo 6, a experiência dos núcleo duro da equipa de Chicago, campeã em 2010 e 2013, prometia ser preponderante para os Blackhawks fecharem a contenda em casa e os anfitriões haveriam mesmo de o fazer após recuperarem de duas desvantagens de dois golos. Desta vez os papéis de Crawford e Darling inverteram-se, e foi mesmo o habitual titular a ver do gelo a bela sequência de movimentos que permitiu a Duncan Keith encontrar um espaço para disparar o 4-3 final da partida, e dar o quarto triunfo à sua equipa.

Jonathan Toews, capitão da formação de Chicago, obteve 3 golos e 8 pontos para liderar os companheiros à vitória na série, com Keith e Patrick Kane, que regressou no jogo 1 após várias semanas afastado por lesão, a somarem 7 pontos. Do outro lado, Colin Wilson, com cinco golos e a dupla James Neal/Filip Forsberg, ambos com 4, estiveram de mira afinada.

(C1) St. Louis Blues vs (WC1) Minnesota Wild [2-4]

Na NHL não existe posição mais importante que a de guarda-redes e numa curta série de playoffs o seu desempenho tem ainda mais relevância para o resultado final. Nos últimos anos, os Blues tinham visto as suas eliminações prematuras serem, em grande parte, determinadas pela incapacidade para vencer a batalha na baliza, e existia o receio que o mesmo ocorresse de novo tendo pela frente o motivadíssimo Devan Dubnyk, que desempenhou papel essencial na recuperação dos Wild na tabela e consequentemente qualificação para os playoffs.
Contudo, não terá sido por aí que o triunfo da formação do Minnesota na série começou a ser construído, já que os visitantes “roubaram” o jogo 1 em St. Louis por 4-2 devido essencialmente a uma sólida exibição colectiva. Dois dias depois, a balança pendeu para o outro lado devido ao brilhantismo de Vladimir Tarasenko, o factor-X da candidatura dos Blues à Stanley Cup, que justificou os seus 73 pontos na fase regular ao apontar um hat trick na vitória dos anfitriões por 4-1. Já em Minnesota, Dubnyk faria sentir a sua presença no jogo 3, ao não sofrer golos na vitória convincente da sua equipa por 3-0, mas os Blues responderam com uma exibição quase perfeita no jogo 4, prevalecendo devido a uns inquestionáveis 6-1 e dando a ideia que poderiam ter tomado o controlo definitivo da disputa.

Jason Pominville (29) e Zach Parise festejam um dos golos que ditou a eliminação dos St. Louis Blues no jogo 6 (Brace Hemmelgarn-USA TODAY Sports)

Dubnyk tinha outras ideias para o jogo 5 e, de regresso a St.Louis, apenas o inevitável Tarasenko foi capaz de o bater para abrir o marcador, com os visitantes a desfeitearem Jake Allen por quatro vezes, e o guardião dos Wild a defender os restantes 36 remates direccionados à sua baliza. Pelo terceiro ano seguido, os Blues enfrentavam a eliminação num jogo 6 disputado fora de casa e, mais uma vez, a formação comandada por Ken Hitchcock não conseguiu aguentar a pressão, sucumbindo por 4-1 num encontro em que o jovem Allen foi mal batido em duas ocasiões, e do outro lado Dubnyk segurou o resultado quando foi preciso.

Os seis golos de Tarasenko foram o máximo alcançado na NHL durante a primeira ronda, e as oito assistência de Kevin Shattenkirk também não foram superadas, mas o desempenho do par não chegou para levar a equipa à vitória já que David Backes, Alexander Steen, TJ Oshie e Jaden Schwartz não conseguiram facturar mais que uma vez cada. Do outro lado, para lá de Dubnyk, a grande responsabilidade pela vitória na série recai sobre a principal linha de ataque, formada por Jason Pominville, Mikael Granlund e Zach Parise, que combinaram para obter 17 pontos e vários golos decisivos, incluindo dois tentos cruciais do capitão no jogo 6.

(P2) Vancouver Canucks vs (P3) Calgary Flames [2-4]

(Continuar a ler aqui)

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