(PT) NHL: O festival do golo vai de Dallas a Montreal (I)

A temporada de 2015-16 da NHL já leva quase dois meses e todas as equipas já cumpriram mais de um quarto da longa maratona de 82 jogos que é designada como a fase regular. Uma amostra de 25 apresenta-se assim como suficiente para perceber quais os conjuntos que se assumem como reais candidatos à conquista da Stanley Cup, quem terá muito que melhorar para poder ambicionar a um desempenho de respeito nos playoffs, e em que cidades os adeptos deverão prepara-se para uma longa temporada de sofrimento e frustração.

Nesta revisão do que mais importante aconteceu desde que o disco foi largado pela primeira vez, na 1ª semana de Outubro, iremos começar por um olhar sobre as equipas que têm formado a elite situada no topo das classificações da NHL neste momento, e apontar os perseguidores mais perigosos.

Para a 2ª parte ficarão um conjunto de candidatos que começaram a época com inesperadas dificuldades em encontrar a rede adversária, e os clubes no fundo da tabela, nomeadamente os que têm surpreendido pela negativa, procurando identificar as principais razões que justificam este insucesso.

A Elite

Começamos esta viagem pelo continente norte-americano com os dois conjuntos que mais têm justificado elogios, liderando as respectivas conferências e ocupando igualmente os lugares de topo na lista de equipas com mais golos marcados.

John Klingberg festeja mais um golo dos Dallas Stars (Jerome Miron-USA TODAY Sports)

Com uma média de 3.41 tentos apontados por partida, ninguém festeja mais que os Dallas Stars, uma espécie de rolo compressor ofensivo baseada no brilhantismo de um trio absolutamente imparável. O capitão Jamie Benn não ficou satisfeito por ter alcançado o seu primeiro Art Ross Trophy (jogador com mais pontos na fase regular) no ano passado e está bem dentro da disputa por repetir o feito, somando já 35 pontos e 18 golos, liderando destacado nesta ultima categoria muito devido à ajuda do inseparável Tyler Seguin, com quem segue empatado no 2º lugar entre os pontuadores. Seguin e Benn têm partilhado a principal linha de ataque nesta temporada com Patrick Sharp, que demorou algum tempo a aquecer os motores (apenas 3 assistências nos primeiros nove jogos), mas já deixou para trás as memórias douradas dos três títulos conquistados com os Chicago Blackhawks.

Contudo, não é Sharp que partilha a maioria das manchetes junto do duo atacante mas sim o jovem John Klingberg, o sueco que tem explodido este ano para níveis de desempenho que o colocam na corrida para ser eleito como o melhor defesa da NHL. A cumprir apenas a 2ª temporada na NHL, Klingberg leva já 27 pontos, apenas superado pelo compatriota Erik Karlsson entre os companheiros de sector, mas não tem sido o único responsável por os Stars terem reduzido substancialmente os golos sofridos em relação ao ano passado, onde foram a 5ª pior defesa. Johnny Oduya, que tal como Sharp, foi adquirido aos Hawks, tem formado um segundo par defensivo de grande consistência com Jason Demers, e o desempenho na baliza também tem sido bem mais positivo, com a aposta numa parelha finlandesa com cartel a dar frutos. Anti Niemi possui mais presenças que Kari Lehtonen, mas têm pertencido ao titular do ano passado as melhores exibições quando não fica de fora por lesão.

A formação do Texas tem um registo de 20 vitórias em 27 jogos, um inédito começo de temporada na história da franchise desde que se mudou para Dallas, e apenas os Montreal Canadiens mostram-se capazes de manter o mesmo ritmo, contando para isso com um ataque que tem produzido a níveis muito semelhantes ao dos Stars, algo inesperado face à 20ª posição alcançada o ano passado neste indicador especifico. Este progresso é explicado por uma excelente começo do trio Max Pacioretty (13 golos), Tomas Plekanec (25 pontos) e Brendan Gallagher (19 pontos em 22 encontros disputados até partir o dedo), mas outras linhas também têm dado água pela barba aos adversários. Sobretudo o grupo centrado por David Desharnais, onde Tomas Fleischmann, uma das pechinchas deste defeso, já acumulou 15 pontos, e o aguerrido Dale Weise contribuiu com 9 golos.

Max Pacioretty (#67) e Tomas Plekanec têm elevado o nível do ataque dos Montreal Canadiens (Francois Lacasse/NHLI via Getty Images)

Ao contrário do esperado, os Habs nem têm necessitado sobremaneira de Carey Price para ter sucesso, já que o guardião canadiano marcou presença em menos de metade dos encontros da equipa – com os habituais números excelentes (2.06 GAA, 0.934 Sv%) – e o seu lugar tem sido ocupado pelo estreante Mike Condon, que tem cumprido. Contudo, Price sofreu nova lesão recentemente e estará parado por mais seis semanas, sendo uma incógnita o modo como Condon irá comportar-se perante a exigência de defender as redes da mais premiada formação da NHL por um longo período de tempo.

Stars e Canadiens lideram com folga as Divisões Central e do Atlântico, respectivamente com oito e sete pontos de vantagem, enquanto no Metropolitano e Pacífico a luta está mais acesa. Washington Capitals e New York Rangers têm alternado na frente na primeira, com a formação da capital americana actualmente em melhor forma, pontuando em nove dos últimos dez encontros. Os comandados de Barry Trotz nem têm precisado que Alex Ovechkin (12 golos, 23 pontos) e Nicklas Backstrom (22 pontos em 22 jogos) se apresentem no pico do seu rendimento, uma vez que o grande destaque no ataque tem sido o emergente Evgeni Kuznetsov, com 26 pontos já arrecadados. Do mesmo modo, os reforços para o lado direito das linhas ofensivas têm-se revelado acertados, com o veterano Justin Williams (17 pontos) a adaptar-se rapidamente, e TJ Oshie a assumir um papel importante no powerplay apesar de não apresentar números deslumbrantes (14 pontos). O grupo de vantagem numérica, que nos últimos anos tem sido o melhor da NHL, não tem estado especialmente inspirado, mas isso não impede a equipa de somar já 18 vitórias em 25 jogos, baseada numa defesa consistente onde o guardião Braden Holtby (0.928 Sv%) cobre os eventuais erros que possam acontecer.

Henrik Lundqvist, a muralha de New York (USATSI)

Por outro lado, os NY Rangers apresentam igualmente um registo impressionante, detendo 18 triunfos em 28 partidas, mas que se mostra algo enganador face à predominância que o brilhantismo de Henrik Lundqvist tem assumido. O guardião sueco tem números sublimes (0.938 Sv%, 1.99 GAA, 2 SO) e é por muitos considerado o MVP da NHL até ao momento, carregando a sua equipa ao topo das que sofreram menos golos apesar de os Rangers estarem no top 3 das formações que permitem mais remates direccionados às suas redes. Se o conjunto da “Big Apple” espera manter-se nos lugares cimeiros, convém que atacantes como Derek Stepan, Chris Kreider e Rick Nash, que anotou 42 vezes na temporada passada, melhorem, permitindo diminuir a pressão sobre o seu guardião e Mats Zuccarello, o ala norueguês que leva já 11 golos e 22 pontos, um andamento bem superior ao que tem sido habitual na sua carreira.

Na outra costa, a disputa pela liderança ocorre entre dois rivais de Estado. Os Los Angeles Kings detêm para já a vantagem, beneficiando da habitual consistência defensiva – sendo segundos neste particular entre as 30 formações da NHL- e acertando na rede adversária quanto baste, como também já se tornou norma. Jeff Carter (25 pontos) e Tyler Toffoli repetiram o forte começo do Outono passado, tendo ambos já ultrapassado a dezena de golos e cotando-se entre os líderes em +/-, enquanto o reforço Milan Lucic encaixou a preceito após se lhes ter juntado, deixando a sua marca tanto no placar (10 golos, 17 pontos) como nos corpos adversários. O sucesso desta linha tem permitido que novo início periclitante de Anze Kopitar (16 pontos) e Marian Gaborik (5 golos) seja menos notado, mesmo que o central esloveno continue envolto na incerteza quanto ao futuro, com o seu contrato a expirar no Verão e o acordo para assinatura de novo vínculo a demorar mais que o esperado.

Brent Burns bem merece as felicitações dos companheiros de equipa após um fantástico começo de temporada ao serviço dos San Jose Sharks (David Zalubowski, Associated Press)

Mais a norte, os <strong>San Jose Sharks parecem dispostos a apagar da memória o falhanço do ano passado, quando não se qualificaram para os playoffs pela primeira vez em mais de uma década.

(continuar a ler aqui)

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